11-07-2009

Stand by Me...

Sensacional. A partilha. Os laços pela música. Coisas simples desta vida, que nos fazem pensar, que nos fazem vibrar, que nos fazem esquecer, que nos fazem admirar, que nos fazem sentir vivos e ter esperança num futuro melhor, num mundo melhor, num mundo de homens bons...

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NOTA: A música "Stand by me" foi interpretada pela primeira vez pelo cantor de soul norte-americano Ben E. King (1938-), co-autor da música e vocalista do grupo de R&B "The Drifters", em 1961 no album "Don't Play That Song", tendo estado no "top ten" americano nos anos de 1967 e 1987. Foi interpretada por outros autores, dos quais destacamos John Lennon e o seu album de 1975, Rock 'n' Roll.

10-07-2009

Manuel Pinho no Concerto dos ACDC?




03-07-2009

Europa 2009. E agora?

Verifica-se que a direita é de facto maioritária no PE, o vermelho e o verde são, realmente, minoritários em Bruxelas. Razão pela qual a política dos interesses do capital tem tido sempre preponderância sobre os valores da solidariedade e da justiça social. A Europa Social estará novamente adiada até os europeus perceberem que têm que mudar. Esperemos que não seja tarde demais. Que a ganância do capitalismo europeu, consubstanciado nas políticas das suas multinacionais, levando as suas industrias para a China e para a Índia, explorando a mão-de-obra barata daqueles países, e vendendo os seus produtos a altos preços na Europa, maximizando mais-valias que bem atestam e validam as teses de Karl Marx, sufocando pelo caminho as PMEs europeias, dando azo a que a direita retrógrada europeia, continue a levantar a sua voz na defesa de políticas de baixos salários (baseados na treta da baixa produtividade europeia (pudera!)), na redução dos direitos sociais, na flexibilização dos horários de trabalho, no aumento das idades de reforma, etc. É tudo contrário aos valores políticos da social-democracia e ao pensamento dos homens que construíram a Comunidade Europeia. Se queremos mudar o estado actual das coisas, se queremos efectivamente acabar com a miséria social que se avizinha, há que impor regras aos pançudos, aos vampiros. Há que regulamentar. Há que travar a globalização dos interesses do capital. A globalização que aí está, não serve os interesses dos povos do planeta, em suma, do Homem. É preciso obrigar os países carniceiros, poluidores e esclavagistas, como são muitos dos países asiáticos, a mudar as suas políticas sociais se querem vender os seus produtos na Europa, na América, ou no Japão. Temos mesmo que impor embargos, se preciso for. Fazer regressar as fábricas das multinacionais aos países de origem, se preciso for. Enquanto os direitos sociais e humanos não estiverem globalizados, a globalização é uma fraude à escala planetária que urge combater. Economicamente, seria preferível tolerar monopólios, carteis e toda a espécie de ilícitos económicos que se podem praticar. Tudo áreas em que Portugal se tornou mestre, apesar de por cá sermos maioritariamente de esquerda. Isto se considerarmos o PS de esquerda, o que nos dias que correm é como dizer que as galinhas têm dentes. Mas tudo isto é brincadeira de crianças, comparativamente com as injustiças sociais e económicas que estão a ser geradas pela globalização que por aí se pavoneia pornograficamente. É aqui que reside o problema da economia mundial. Quer queiram quer não. É tão grave, que o problema do fanatismo religioso, que infelizmente nos tem vindo a atormentar, passou, em meu entender, para segundo plano. Provam-no os últimos acontecimentos no Irão. O meu sentimento é que os responsáveis políticos, fechando os olhos e assobiando para o lado, são coniventes com este estado de coisas. Pior, usam-no como pretexto para tentarem continuamente baixar o nível de vida dos europeus, promovendo o enriquecimento dos pançudos em dose dupla. Ignorância ou corrupção? Dito isto, a continuidade das actuais políticas europeias, que se apercebem pela continuidade de Durão Barroso à frente da Comissão Europeia, é uma péssima notícia para todos os europeus e para o mundo em geral.

27-06-2009

Bye Bye MJ

They don't care about us....


You are right!

But OLODUM take care about you... calling those that He loves.... Those as you.... genius as you. Thank you MJ for the whole your generosity.

NOTA: A palavra Olodum é de origem yorubá e no ritual religioso do candomblé significa "Deus dos Deuses" ou "Deus maior", Olodumaré, que não representa um orixá, e sim, o Deus criador do universo e dele senhor. A banda da Bahia, O Bloco Afro Olodum foi fundado 25 de abril de 1979, pelos moradores do Maciel Pelourinho, na Rua Santa Isabel, no bairro do Pelourinho. O significado das cores: O verde, o vermelho, o amarelo, o preto e o branco são as cores do Olodum. O verde representa as florestas equatoriais da África, o vermelho o sangue da raça negra, o amarelo o ouro da África, o preto o orgulho da raça negra, o branco a paz mundial.

09-06-2009

X-15 Faz 50 Anos!


Ontem, comemoraram-se os 50 anos do primeiro voo do avião americano X-15, um marco na história da aeronáutica e aeroespacial. Este avião continua a manter os recordes de velocidade e de altitude, apesar de terem passado 50 anos. Por esse motivo é considerado por muitos como a maior investigação jamais realizada na história da aeronáutica mundial. Este avião surge do pedido conjunto da força aérea americana (USAF) e da marinha para o desenvolvimento de um avião capaz de atingir altitudes de 250.000 pés e velocidades que excedecem Mach 6 (6 vezes a velocidade do som: 300 m/s). O X-15 é lançado a partir de um bombardeiro B-52 (na figura), quando a velocidade é suficiente para o accionamento do seu motor foguete, no limite da atmosfera terrestre. O X-15A-21, versão melhorada dos primeiros modelos, foi modificado extensivamente com revestimentos resistentes ao calor e os tanques de combustível externos aumentados de modo a que pudesse voar mais alto e mais rapidamente do que os modelos iniciais. Embora a força aérea e a marinha tivessem financiado o projeto, a NACA, embrionária da NASA, estava encarregada do programa de teste de vôo. Apesar de alguns acidentes adiantados, foram feitos quase 200 vôos entre 1959 e 1968, permitindo que a NASA recolhesse dados vitais para o projeto do Space Shuttle.

História dos voos:

(X-15A) 10 Março 1959 [transportado por um B-52, mas não realizado]
(X-15A) 8 June 1959 (mas com problemas)
(X-15A) 17 September 1959
(X-15A-2) 28 June 1964
1stFlight
ID(1.)
Aircraft: X-15
Date: June 8, 1959
Pilot: Scott Crossfield
Mach: 0.79
Altitude (m): 11,445
Speed (km/h): 840

Características principais:
CREW: 1 pilot

ESTIMATED COST: Unknown

AIRFOIL SECTIONS:
Wing Root unknown
Wing Tip unknown

DIMENSIONS:
Length 50.00 ft (15.24 m)
Wingspan 22.00 ft (6.71 m)
Height 13.50 ft (4.12 m)
Wing Area 200 ft2 (18.58 m2)
Canard Area not applicable

WEIGHTS:
Empty 13,000 lb (5,895 kg)
Normal Takeoff unknown
Max Takeoff 34,000 lb (15,420 kg)
Fuel Capacity internal: unknown
external: unknown
Max Payload unknown

PROPULSION:
Powerplant one Reaction Motors XLR-99 rocket motor
Thrust 57,000 lb (253.6 kN) at sea level
70,000 lb (311.4 kN) at peak altitude

PERFORMANCE:
Max Level Speed (X-15A) 4,160 mph (6,695 km/h)
(X-15A-2) 4,520 mph (7,274 km/h) at 102,100 ft (31,120 m), Mach 6.72
Initial Climb Rate unknown
Service Ceiling (X-15A-2) 354,200 ft (107,960 m)
Range 215 nm (400 km)
g-Limits unknown




Europeias 2009

Resultados Finais para o Parlamento Europeu (PE):


Legenda:
● EPP : Grupo do Partido Popular Europeu (Democratas-Cristãos)
● PES : Grupo Socialista no Parlamento Europeu
● ALDE : Grupo da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa
● UEN : Grupo União para a Europa das Nações
● GREENS/ EFA : Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia
● GUE/ NGL : Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde

Comparação dos resultados com os do parlamento cessante:


Resultados em Portugal (eleições do dia 7 de Junho):


Legenda
● PS : Partido Socialista - PS
● PPD/PSD : PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA PPD/PSD
● BE : BLOCO de ESQUERDA
● CDU (PCP-PEV) : CDU - COLIGACÃO DEMOCRÁTICA UNITÁRIA - PCP - PEV
● CDS-PP : PARTIDO POPULAR -CDS-PP

Repartição dos deputados portugueses no Parlamento Europeu - famílias políticas


08-06-2009

31-05-2009

Como Pôr uma Jornalista no seu Lugar...

A entrevista de Manuela Moura Guedes a Marinho Pinto, na passada sexta-feira 22/5, constitui um marco no jornalismo televisivo em Portugal pelo surrealismo e pelo ridículo da situação. Manuela Moura Guedes (MMG) foi ridicularizada pelo Bastonário da Ordem dos Advogados. Figura polémica, sem dúvida, Marinho Pinto, reconheça-se, tem sido muito incómodo para muita gente. Gosto da sua frontalidade. Chama os bois pelos nomes e parece que não descansará enquanto não desmascarar os corruptos que pululam na nossa sociedade, principalmente no lamaçal em que se tornou a Justiça portuguesa. É uma vergonha que a maioria dos cidadãos, que pagam os seus impostos, não tenham acesso à justiça, pois esta está feita para quem a pode pagar. Está soberba e inalcançável. Depois, os advogados, como reconhece Marinho Pinto, ganham rios de dinheiro nos processos que interessam. Embora não reconhecendo, sabemos que a maioria não prescinde de, pelo menos, 10% do bolo, seja ele qual for. Sabemo-lo por experiência própria. Fazem isto à revelia da deontologia. De facto, não se compreende que interesses obscuros estão, por vezes, por detrás dos jornalistas. Que razões objectivas terá tido MMG para ter hostilizado o Bastonário? Que interesses pretendia defender? Muitas vezes, a incoerência parece ser marca registada de algumas televisões e jornalistas. Por vezes acertam, noutras erram. Por isso aqui fica a lição quando erram!

28-05-2009

Chamar os Bois pelos Nomes

Eis um apresentador sem papas na língua. Pena que seja raro, em Portugal, ouvirmos os comentadores falarem assim na TV (excepto Medina Carreira... claro!), quando a "porcaria" fede e merece que se fale assim mesmo. Impossível, certamente, se se tratar de um apresentador de televisão. Com certeza seria saneado imediatamente. "Infelizmente", o apresentador do vídeo é brasileiro e fala sobre um escândalo recente no Brasil, que tem sido noticiado nas últimas semanas. Aparentemente, os deputados estaduais brasileiros têm direito a um determinado número de viagens de avião, que deveriam ser usadas para se deslocarem entre os seus estados federais e a capital, Brasília. No entanto, parece que a maioria as tem usado para ir passear aos Estados Unidos e à Europa... Não deve ser muito diferente do que se passa com os nossos deputados e governantes, noutro contexto, claro, como as ajudas de custo chorudas, as viagens de luxo em avião privado, as despesas de representação, os auto-aumentos principescos, as reformas douradas e outras mordomias... Nós que as sustentemos com os nossos salários terceiromundistas!!!

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23-05-2009

A Propósito de um Comunicado da Reitoria da Universidade de Coimbra sobre o Museu Nacional da Ciência e da Técnica

Palacete Sacadura Bote, na Rua dos Coutinhos, em Coimbra, edifício sede do Museu Nacional da Ciência e da Técnica, e onde deveria ter sido criada a Casa-Museu Mário Augusto da Silva... (mais uma promessa que não irão cumprir?)

Uma das razões da existência deste blogue foi precisamente o de tentar alertar para o desmantelamento do Museu Nacional da Ciência e da Técnica (MNCT) levado a cabo pelos dois últimos governos. Nunca compreenderemos, nem aceitaremos, a destruição de um Museu Nacional dedicado à Ciência e à Técnica, sejam quais forem os motivos invocados, pois nunca haverá um que justifique tamanha afronta a Portugal, a Coimbra e ao seu fundador, o Professor Mário Augusto da Silva. Hoje deixamos aqui o comunicado oficial da Reitoria da Universidade de Coimbra, emitido em Fevereiro de 2005, quando foi desferida a primeira machadada com vista ao desmantelamento do MNCT (outras existiram no passado, mas o Museu lá foi sobrevivendo). Passados quatro anos de agonia, tudo parece estar na mesma... no mesmo lugar... sem fim à vista.... aparentemente... só aparentemente. O texto, marca a posição oficial inicial da Universidade de Coimbra perante estes tristes acontecimentos. É, por isso, um documento importante para a triste História do Museu Nacional da Ciência e da Técnica Doutor Mário Silva.

MUSEU NACIONAL DA CIÊNCIA E DA TÉCNICA DOUTOR MÁRIO SILVA

A Lei Orgânica do Ministério da Ciência, Inovação e Ensino Superior, publicada em 6 de Janeiro de 2005, veio extinguir a Direcção-Geral “Museu Nacional da Ciência e da Técnica Doutor Mário Silva”, com sede em Coimbra, integrando este Museu, como serviço, na nova Direcção-Geral “Museu do Conhecimento”, a sediar em Lisboa. Esta atitude não nos parece compatível com o projecto de museologia científica no qual a Universidade de Coimbra, a Câmara Municipal de Coimbra, o Ministério da Cultura e o próprio Ministério da Ciência, Inovação e Ensino Superior se vêm empenhando há vários anos, e cujo trabalho preparatório culminou com a assinatura, a 6 de Abril de 2004, de um Memorando de Entendimento que prevê a criação da Fundação “Museu das Ciências” à qual será atribuída a responsabilidade da gestão integrada dos espólios existentes nos museus universitários e no Museu Nacional, sem pôr em causa a existência destas estruturas. A Universidade de Coimbra lamenta que na preparação e publicação de um documento com a importância de uma Lei Orgânica não tenha sido considerada a solução que parece corresponder à vontade de todos os intervenientes, incluindo a do próprio Ministério. Trata-se de uma decisão incompreensível, que só pode ter resultado de um descuido, que urge corrigir com a rapidez que o bom-senso determina.

A Universidade de Coimbra considera que a medida é extemporânea e inconsequente, mas mesmo por isso não menos agressiva:
- relativamente a uma Direcção-Geral que inexplicavelmente é despromovida a Serviço, na dependência de uma outra Direcção-Geral entretanto criada;
- relativamente a um Director-Geral nomeado pelo anterior Governo da mesma maioria, por sugestão da Universidade de Coimbra;
- relativamente à Universidade de Coimbra, que manifestou em tempo a sua discordância desta solução;
- relativamente à própria cidade, que vê desvalorizada uma estrutura cuja actividade e estatuto de Direcção-Geral muito aprecia.


A Universidade de Coimbra deseja expressar a sua solidariedade para com o Senhor Professor Doutor Paulo Gama Mota, e manifestar publicamente o apreço pelo seu desempenho à frente do Museu Nacional, em condições difíceis e com recursos sempre escassos e muito inferiores às expectativas que lhe haviam sido criadas. A Universidade de Coimbra mantém a convicção profunda de que este episódio será rapidamente ultrapassado, de forma a fazer a justiça devida ao Museu Nacional da Ciência e da Técnica e ao seu patrono, e a defender a continuação de um projecto de grande contemporaneidade e interesse histórico e científico para a Universidade de Coimbra, para a cidade e para o País.

Coimbra, 3 de Fevereiro de 2005"

Esperamos, sinceramente, que a vontade da Universidade de Coimbra, e do seu Magnífico Reitor, Professor Dr. Seabra Santos, bem expressas neste comunicado, se mantenham no futuro. Que a estrutura museológica da Universidade, com base na Fundação "Museu das Ciências" possa coexistir e prosperar lado a lado com uma estrutura Nacional, com estatuto de direcção-geral, que vise preservar o nosso património científico e técnico, implementar, coordenar e gerir todas as actividades relevantes relacionadas com a História da Ciência e da Técnica em Portugal.

17-05-2009

Onde É que Eu Estava no 24 de Abril?

Bandeira portuguesa na varanda do Rádio Clube de Moçambique. Imagem retirada do Nonas, onde um testemunho deve ser lido (apesar de algumas afirmações com as quais podemos não concordar) para que os portugueses saibam um pouco mais sobre o que na realidade se passou na descolonização portuguesa. Será que os livros de história contemplam estes testemunhos, sobre o que se passou, por exemplo, no dia 7 de Setembro de 1974, em Lourenço Marques? Creio que não. Nestes dias, e nos dias que se seguiram, ocorreu o maior genocídio perpetrado sobre portugueses, em toda a sua História. Isto não pode ser esquecido e omitido da História de Portugal, como têm tentado fazer até aqui. Existem milhares de testemunhas vivas que deveriam ser ouvidas. Lamentável é que somente os portugueses que estiveram em Moçambique sabem disto. Praticamente toda a classe política portuguesa, especialmente a esquerda, salvo raras excepções, tem o rabo preso. Se calhar por isso, estes acontecimentos trágicos foram sempre muito bem escondidos do povo português. Eu próprio testemunho que conheço pessoalmente uma família que esteve fechada dias a fio no sotão de uma casa para fugirem "à matança" perpetrada sob os auspícios do exército português... o que viam na rua era de um horror atroz, em que crianças brancas eram decapitadas e as cabeças transformadas em bolas de futebol. Foi também por isso que os meus pais não regressaram a Moçambique depois das férias em Portugal no verão de 1974.


Resolvi publicar no Natureza o comentário (corrigido) que fiz no blogue Contra Capa, a propósito do dia 25 de Abril de 1974 . Achei importante, por me ter recordado de alguns factos que marcaram esse meu dia. Embora não dizendo ainda tudo, aqui fica parte do meu testemunho e da minha opinião sobre esse dia fantástico.

"Embora atrasado... Na noite de 24, lembro-me de ter vindo para a varanda da casa dos meus pais, que não tiravam os ouvidos do rádio, gritar viva a liberdade! Estava uma noite quente, como era hábito naquela região de savana. Lembro-me de ser puxado para dentro de casa pelo meu pai. Foi uma alegria contida enquanto as certezas não chegaram. Mal eles sabiam que a sua força, que a sua vontade de liberdade, que tantas vezes lhes foi roubada, lhes traria também o fim de trinta anos de trabalho árduo. Fim de uma vida, roubada por um estado sem vergonha, que os abandonou e tratou como "retornados". Apesar de tudo, retornados que ajudaram a fazer o Portugal de hoje, retirando-o da sua ruralidade analfabeta e miserável que o caracterizava. Mas as feridas não sararam e as mágoas jamais serão esquecidas. Afinal, Portugal nunca assumiu os seus erros e as suas responsabilidades. Antes, por não reconhecer a soberania das nações africanas colonizadas, depois por ter virado as costas aos PORTUGUESES que lá viviam, lavando as mãos como Pilatos. Morreu muita gente. Primeiro, portugueses brancos, a quem o exército virou, literalmente, as costas e os seus oficiais exploraram, depois os nativos negros apanhados em guerras civis fraticidas, pela fome. Morrer de fome? Coisa quase impossível de ter acontecido para quem conheceu Moçambique! Foi a pior descolonização da História da Humanidade. História que nao está a ser escrita com verdade... basta saber que até assassinos, aprendizes de enfermeiro, foram doutorados H.C. por universidades portuguesas...".

Edifíco do RCM na antiga e bela cidade de Lourenço Marques

08-05-2009

O Português que se Correspondeu com Darwin..

É com imenso prazer que o Natureza anuncia a apresentação do Livro "O Português que se Correspondeu com Darwin", da autoria do Professor Paulo Renato Trincão, pelo Teatro Extremo, dia 14 de Maio de 2009, às 18,00h, na Sala do Teatro Extremo. Para mais informações "click" na imagem para aumentar. O Natureza faz um apelo à participação de todos os seus (poucos) leitores neste evento a não perder. Lembramos que o Professor Paulo Renato Trincão foi, efectivamente, o último director do Museu Nacional da Ciência e da Técnica, tendo sido nomeado para o cargo pelo ministro Mariano Gago, aquando do seu primeiro mandato no tempo de Guterres. Houve quem pensasse, ingenuamente, que tinha finalmente chegado a hora do Museu se erguer definitivamente. Criava-se, também, junto do Museu, o primeiro Instituto dedicado ao estudo da História da Ciência e da Técnica em Portugal. Uma área em que existia (e existe) uma lacuna, bem reconhecida pelo ministro aquando do discurso da tomada de posse de Paulo Trincão. Paulo Trincão deixou-nos também uma fotobiografia fabulosa do Professor Mário Silva. Mas estavam enganados. Bastou ter caído o governo, para que os seguintes, os governos de Durão e Santana, terem feito tudo para deitar abaixo o Museu, destituindo o Professor Renato Trincão e dando alento às ideias mesquinhas de uma certa direita retrógrada, bem coimbrinha, que sempre se abrigou à sombra do PSD. Entretanto, eis que retorna Mariano Gago para um novo mandato, agora sob os auspícios do engenheiro Sócrates. Infelizmente, esquecendo o que tinha feito durante o seu primeiro mandato, dando razão aos carrascos do Museu, desfere-lhe a derradeira machadada ao entregar todo o espólio do Museu Nacional aos cuidados da Universidade de Coimbra, mantendo no cargo, desde o início, o director Paulo Gama da Mota, que tinha sido nomeado no tempo do PSD, acumulando este com o cargo de director do novo Museu da Ciência da Universidade de Coimbra... enfim... incompatibilidade que nunca deveria ter sido permitida, mas que neste país… enfim… O Professor Mário Augusto da Silva e a cidade de Coimbra não mereciam mais esta afronta!

Pena que o ministro tenha dado o dito por não dito e que, provavelmente, pela primeira vez no mundo, pasme-se, tenha sido possível encerrar um Museu Nacional de Ciência. Este acto só é comparável com a destruição das estátuas dos budas gigantes pelos talibãs no Afeganistão. Coimbra ficou mais pobre, mas Portugal também. Porreiro, pá!

Sinais dos Tempos...

Ou não tivesse, El-Rei de Espanha, sido criado em Portugal! Sinais, também, da decadência do nosso tempo... bem expressos no Adeus do Rei ao Presidente Hugo Chavez.

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30-04-2009

Tecnologia de Torre Solar - o caminho para as centrais de energia solar

Enviro Mission - Solar Tower Technology

É de facto urgente substituir a produção de energia eléctrica baseada nos combustíveis fósseis. Não só porque se irão esgotar (o carvão demorará mais tempo que o petróleo e o gás natural), mas porque as tecnologias usadas são altamente poluidoras, contribuindo decisivamente para o efeito de estufa que está a minar o clima do planeta. Hoje, referimo-nos à construção da maior central solar do mundo. Com tecnologia inovadora, será construída na Austrália. Será a mais ambiciosa obra de engenharia para gerar electricidade a partir de uma fonte não poluente. O maior projecto de produção de energia solar do planeta está a ser construído em Mildura, no meio do deserto australiano e deverá ficar concluído durante este ano. Uma torre de 1 km de altura por 130 m de diâmetro, que será a mais alta construção do mundo; será erguida no centro de um imenso painel solar, de 20 km quadrados. Se tudo correr como o previsto, o calor gerado pelo painel formará uma corrente de ar de até 50 km/h na enorme chaminé, o bastante para movimentar 32 turbinas, gerar 200 megawatts de energia e abastecer até 1 milhão de pessoas. O vídeo abaixo ilustra o que acabámos de dizer. O gigantismo do projecto diz bem da atenção que têm merecido da comunidade internacional as fontes de energia renováveis. Apesar de tudo, temos que ir dizendo: Nuclear, Sim, Obrigado!

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Embora considere que não haverá alternativa à energia nuclear, é sempre de louvar quando se aproveita uma fonte de energia renovável, como a solar, de uma forma que não nos polui a visão. Não podemos dizer o mesmo da "enxurrada" de torres eólicas que destroem as belas paisagens do interior do nosso país, produzindo uma fracção ínfima da energia eléctrica de que necessitamos. Não há estratégia neste campo, nem uma selecção criteriosa dos parques eólicos. Parece que estas torres surgem em Portugal em qualquer lado, menos nos lugares onde deviam (os mais ventosos). Enfim. Somos peritos em cometer erros estratégicos. A este respeito, o maior de todos, que nos irá custar muito caro, aconteceu na década de 80 quando os nossos governantes, ignorantes nestes assuntos e intoxicados por muita desinformação, decidiram abandonar a possibilidade da construção de uma central nuclear em Portugal. O caricato é que os espanhóis decidiram construí-las e espetá-las junto aos rios que nos atravessam e perto das nossas fronteiras. Evidentemente que, se houver um acidente nestas centrais, será Portugal quem mais sofrerá. Não podemos esquecer que uma ou duas centrais deste tipo em Portugal bastariam para sermos auto-suficientes e exportadores de energia, evitando também a destruição dos nossos rios pelas barragens que teimam em construir. Lembremos que as centrais nucleares só libertam vapor de água para a atmosfera, sendo o seu principal problema o armazenamento dos detritos radioactivos que geram, pois estes devem ser armazenados durante umas dezenas de anos, findo os quais poderão ser lançados no meio-ambiente.

Mas não querem assim! Preferem andar a brincar aos aerogeradores e a dar cabo da paisagem e do meio-ambiente. Como muito bem disse um analista francês, seria necessário espalhar aerogeradores por toda a costa francesa para fornecer a energia equivalente a uma das muitas centrais nucleares francesas. Embora falemos de centrais de fissão, não podemos esquecer as palavras de Carlo Rúbia, Prémio Nobel de Física, acerca das centrais de fusão "as centrais nucleares do futuro serão alimentadas com a água dos oceanos!". Isto, claro está, quando a fusão nuclear, a energia que faz brilhar as estrelas, puder ser dominada pelo Homem. A este assunto voltaremos num "post" posterior.

29-04-2009

My Sweet Lord - Numa Homenagem a George Harrison...

Por falar em Beatles, em complemento do vídeo que deixamos aqui há dois dias, este vídeo da música My Sweet Lord foi gravado durante uma homenagem a George Harrison, dois anos após a sua morte. Nas violas Eric Clapton e o filho de Harrison, no piano Paul McCartney, na primeira bateria Ringo Star, na segunda Phill Collins, na guitarra Tom Petty e no órgão e voz Billy Preston. Para não mais esquecer...

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No comment

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28-04-2009

Um Vídeo Inédito dos Beatles...

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Get Back, título da bem conhecida canção dos Beatles, parece que foi escrita por Paul McCartney em "homenagem" à Yoko Ono. Este vídeo, que foi achado nos escombros da antiga editora dos Beatles (Abbey Road Studios), mostra a sessão de gravação desta famosa música dos Beatles, já na fase final do grupo. Duas curiosidades do vídeo é a participação do pianista Billy Preston nas teclas, que posteriormente viria a fazer uma carreira brilhante a solo, e o aparecimento, no meio do pessoal em torno da gravação, do líder de uma banda que começava a ter grande sucesso, referimo-nos a Mick Jagger e aos Rolling Stones, naturalmente. Vejam se o descobrem...

25-04-2009

Zeca, o Profeta...

Se há um rosto que podemos associar ao 25 de Abril, pela longa resistência e esperança que transmitiu, durante anos a fio, ao povo português, esse rosto é, sem dúvida, o do Zeca Afonso. Hoje, ao ouvir Francisco Fanhais, na RTP2, ler um excerto escrito pelo Zeca, percebi, como nunca, que a sua mensagem é verdadeiramente intemporal. Ontem, como hoje, a ganância dos homens não mudou. Hoje, de forma escondida, hipócrita, envergonhada, no passado, às claras e sem vergonha. Ou ao contrário? A canção dos vampiros podia ter sido escrita hoje e dedicada aos senhores do Governo, da Banca, dos BPPs, dos BPNs, dos BCPs, dos BPIs, das Galps e EDPs que por aí proliferam. A revolução continua por fazer... Bem-hajas Zeca! 25 de Abril sempre!

Hoje, dia da liberdade...

25 de Abril de 2009

Abril que foste de esperança,
Liberdade, solidariedade,
Com foguetes, porcos e matança,
O povo, sem fé e em festança?
Imola-te naquela cidade?
Onde estás bela Catarina?
Onde anda a fraternidade?
Como estás tu Vila Morena?
… Do céu, Zeca, Maia, Adriano,
Chamam por ti, tu ó vã cidade.

Ouve-los?

E tu povo, que memória tens?
Porque deixas que governem assim?
Roubando-te o pão que nunca tens,
Tirando-te todos os teus vinténs,
Morres sem dor, sem vergonha, enfim!
Oh terra sem qualquer memória!
Oh meu povo sem eira nem beira!
Quantos mais precisas sem glória?
Para que enfim, na nossa história,
A Fraternidade verdadeira.

Chama-os…

João do Lodeiro

24-04-2009

Primórdios da Rádio em Portugal (IV) - Uma pequena contribuição para a história da rádio e da ciência em Portugal

A primeira emissora de rádio universitária de Portugal...

Uma curiosidade foi o facto de, em 1933, o Professor Mário Augusto da Silva ter criado em Coimbra, juntamente com Teixeira Lopes seu assistente e o Professor Armando Lacerda, director do Laboratório de Fonética Experimental da Faculdade de Letras, uma das primeiras emissoras de rádio do país: a projectada «Emissora Universitá­ria de Coimbra». Apesar dos fins entre ambas serem distintos, é, sem dúvida, a precursora da Rádio Universidade de Coimbra (RUC), após um interregno de décadas, devido à censura que caracterizou o Estado Novo. Pena que os actuais responsáveis não conheçam esta pequena história. Ela aqui fica para que não possam deturpar os factos do passado...

Ainda não existia a Emissora Nacional, somente o Rádio Clube Português, que surgiu em 1931 (CT1DY), quando surgiu a primeira emissora universitária de Portugal, em 1933. A ideia surgiu após a construção de um pequeno emissor [1] por João Teixeira Lopes (obrigado a afas­tar-se da Universidade quando Mário Silva foi expul­so, tal como todos os seus assistentes, em 1947). Escreveu Mário Silva em 1963 [2]: "... A ideia da sua constru­ção resultou, em parte, do aproveitamento de uma magnífica fonte de alta tensão, constituída por umas centenas de pequenos acumuladores, que eu havia adquirido no Instituto do Rádio de Paris para servir na Secção de Radio­actividade do Instituto do Rádio de Coimbra... o pequeno emissor, cuja potência, na antena, não ia além de 10 W, depressa conse­guiu impor-se, fa­zendo, durante largos períodos de tempo, emissões diárias com agrado geral para a grande maioria dos radiófilos da época...". O emissor chegou a ter 400 W de potência. Por este motivo escreveu: "... O que se pedia para pôr a funcionar a Emissora Universi­tária reduzia-se a umas escassas dezenas de contos. Pois nem assim foi possível vencer a má-vontade dos que, incompreensivelmente, se conluia­ram para impedir que à Universidade fosse dada a sua Emissora...".

Esquema do emissor de rádio integralmente construído no Laboratório de Física da Universidade de Coimbra em 1933 [1]

Mário Silva, no prefácio do seu livro «Elogio da Ciência» escrevia: "... Que poderia ter sido facho aceso no cimo da Colina Sagrada e ter servido assim como centro, altamente simbólico, de irradiação da Ciência que à Universidade compete ensinar em todos os seus múltiplos aspectos e difundir sob todas as formas...". Após um ciclone em Fevereiro de 1941, em que ficaram cor­tadas todas as comunicações de Coimbra com o ex­terior, a administração dos C.T.T. pediu ao Laboratório de Física a cedência do Emissor Uni­versitário a fim de as poder manter. Mário Silva con­cordou, seu director concordou. Na altura, proibido de funcionar devido à oposição da Emissora Nacional, o emissor manti­nha-se contudo operacional. Lamentava-se Mário Silva, muitos anos depois: "... não só não consegui­ra fazer vingar a Emissora Universitária de Coim­bra como o emissor se voltou contra mim por a PIDE se querer aproveitar do caso, aquando da minha prisão..." [2] (em 1946). Ainda não existia a Emissora Naci­onal quando foi fundado por Mário Silva, à mar­gem da Universidade e em colaboração com Antó­nio Ne­ves, Abílio Alagoas e outros radioamadores, o Rádio Clube do Centro de Portugal [2], do qual Mário Silva foi presidente da direcção.

Mas a principal curiosidade, para além da originalidade da emissora de rádio propriamente dita, é que esta foi levada a cabo, exclusivamente, com engenho português. Pois, como escreve Teixeira Lopes, no início seu artigo [1]: "O pequeno emissor de T.S.F., do Laboratório de Física da Universidade de Coimbra, inteiramente construído no mesmo laboratório, é, nos seus órgãos essenciais, uma miniatura dos grandes emissores comerciais realizados pelas casas construtoras da especialidade". Provavelmente idênticos aos usados posteriormente pela Emissora Nacional e RCP. Aqui fica,portanto, a referência ao primeiro emissor de rádio construído inteiramente em Portugal. Pena que este engenho tenha sido igualmente esmagado pela estupidez e mesquinhez daqueles que idolatraram o regime salarazista. Não só a projectada emissora teve que fechar portas, como o precioso emissor desapareceu sem deixar rasto. Também o que escrevemos nestas linhas não consta, ao que sabemos, de nenhuma História da Rádio escrita em Portugal (oficial) ou em qualquer outra língua. O que é de lamentar profundamente. Mas não se estranha, quando toda a documentação relacionada com o Professor Mário Augusto da Silva e seus colaboradores desapareceram do Arquivo da Universidade. Só restam umas poucas páginas das reuniões do Senado que não foram apagadas por ser escandalosamente óbvio. Mas se os nossos historiadores têm dúvidas e pôem em causa o que dizemos, aconselhamos a leitura da referência [1], numa primeira abordagem ao problema. Depois consultem os jornais de Coimbra da altura. Pena que a investigação nunca se faça com deveria ser feita...

[1] J. Teixeira Lopes, O Emissor de T.S.F. do Laboratório de Física da Universidade de Coimbra, Revista da Faculdade de Ciências, Vol. III Nº 1, 1933.

[2] Mário A. da Silva, Elogio da Ciência, Coimbra Editora, 1963.

PS: Para mais pormenores sobre a história da rádio em Coimbra e Portugal ver aqui. Lembramos que o que está escrito nesse "site" sobre "A Emissora Universitária de Coimbra" foi retirado do meu texto publicado no site do Museu Pombalino de Física da Universidade de Coimbra e que nós aqui publicamos novamente. Apesar de não sermos ali citados, só é pena que o autor deste "site" dê mais importância ao rádio amadorismo da altura do que à história da rádio propriamente dita.

O PARAÍSO EXISTE - BASARUTO (MOÇAMBIQUE)

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